Boca Cunha faz balanço de sua gestão
No último dia útil de atendimento da Prefeitura de Brusque, o prefeito José Luiz Cunha, o Boca, recebeu a imprensa para uma coletiva, onde fez um balanço dos meses em que ocupou o cargo, após a eleição indireta deste ano. Diversos temas foram abordados por Boca, que também comentou seu futuro.
Em várias oportunidades, ele enalteceu a equipe de trabalho, mas também salientou as dificuldades para trabalhar com o orçamento apertado, o que em sua opinião foi o retrato de falta de planejamento. Boca também comentou os problemas que teve por conta da lei eleitoral, que impediu a assinatura de diversos contratos.
Entre as obras que não puderam ser executadas, Boca destacou a continuidade da Beira-Rio e também a duplicação do trecho municipal da Rodovia Antônio Heil, principalmente por problemas burocráticos, ou então por questão de responsabilidade com o caixa da Prefeitura, evitando o que ele chamou de herança maldita para Dr. Jonas Oscar Paegle.
Boca afirmou que honrará todos os compromissos assumidos pela Prefeitura até o final do ano, mas colocou como prioridade o depósito da segunda metade do 13º salário e o pagamento da folha de dezembro ao funcionalismo. Ele afirmou que o segundo semestre foi o mais difícil para a manutenção da máquina pública.
Outra batalha grande para o prefeito que está deixando o cargo é o fechamento das contas. Todo o esforço necessário tem sido feito para entregar a Prefeitura em dia para a próxima administração, processo que tem feito parte também já da etapa de transição para o governo de Dr. Jonas.
Sobre o futuro, Boca admite que tinha planos caso fosse eleito para mais um mandato. Porém, a partir do dia 2 de janeiro ele cuidará de suas empresas e da família, mas nunca abandonando a política, mas sim deixando um dos vários cargos públicos que ocupou em sua vida.